terça-feira, 13 de setembro de 2011

MISS UNIVERSO LEILA LOPEZ



 A 1ª Angolana a vencer o Miss Universo «LEILA LOPEZ» 
A 60ª edição do Miss Universo foi realizada nesta segunda-feira (12), no Credicard Hall, em São Paulo (SP), na primeira vez em que o Brasil recebeu o maior concurso de beleza do mundo. Entre todas essas belas, a representante de Angola foi coroada a mais bonita do universo. Leila Lopes, de 25 anos, recebeu a coroa de Miss Universo 2011 das mãos da mexicana Ximena Navarrete, campeã de 2010.

A concorrente angolana conquistou não só os juízes como também a torcida. A partir da decisão das dez finalistas, os presentes no teatro já demonstravam a preferência pela angolana e pela brasileira Priscila Machado, que terminou no terceiro lugar. A chinesa Luo Zillin também contava com uma grande torcida, com muitas bandeiras e animação, e ficou com a quinta posição.

Ao ser anunciada como vencedora¸ Leila Lopes se emocionou muito, foi cercada e parabenizada por todas as concorrentes, que dividiram com ela a alegria do título.

Quero ajudar o mundo com programas sociais", diz vencedora do Miss Universo

Em menos de nove meses, a angolana Leila Lopes saiu do anonimato para a fama mundial ao vencer o Miss Universo 2011

A Miss Angola Leila Lopes conquistou nesta segunda-feira, no Credicard Hall, em São Paulo, o concurso Miss Universo 2011, transmitido com exclusividade pela Band para todo o Brasil e para mais de 1 bilhão de pessoal no mundo. Descoberta há nove meses por Mukano Charles, um agente responsável por encontrar talentos no Reino Unido, Leila saiu do anonimato para a fama ao receber o título de mulher mais bela do mundo. A miss de 25 anos acredita que sua simpatia contagiou o público e os jurados.

A angolana, que cursava faculdade na Inglaterra, acredita que o trabalho como Miss Universo vai muito além da beleza física. "Não acho que sou a mulher mais bonita do mundo. Para vencer o concurso, a candidata deve reunir uma série de qualidades. Agora, quero utilizar meu trabalho para ajudar muito meu país, bem como promover programas sociais em vários cantos do mundo", afirmou Leila, que já trabalha com programas de prevenção e combate ao vírus HIV.

Leila Lopes é a quarta integrante do continente africano a vencer o concurso. Sobre o racismo, Leila foi enfática. "Não acho que tem tenho que levantar nenhuma bandeira. O racismo não me atinge. Quem é racista deve procurar ajuda porque isso é inaceitável em pleno século 21", finalizou.

O concurso

A Band transmitiu o concurso do Miss Universo com exclusividade para todo o Brasil. A transmissão registrou média de 08 pontos e pico de 11, segundo a prévia do Ibope, garantindo a emissora a segunda colocação de audiência em vários momentos.

A noite começou com a apresentação das 89 concorrentes ao posto de mulher mais bela do mundo. Ao som de “Más que nada” de Jorge Ben Jor, uma a uma, elas falaram seus nomes, idades e países que representavam. Já nesse momento, a torcida mostrou uma agitação especial por algumas candidatas.

Após a introdução dos apresentadores Andy Cohen e Natalie Morales, as 16 semifinalistas foram anunciadas. Elas foram definidas pelo desempenho na competição preliminar - disputada na última quinta-feira (08) -, e uma delas (não especificada) foi definida pela votação do público pela internet. Essa também foi a primeira vez que os fãs tiveram participação efetiva da decisão. Nesta fase, as escolhidas foram as representantes de: França, Kosovo, Colômbia, China, Angola, Austrália, Porto Rico, Brasil, Holanda, Estados Unidos, Ucrânia, Panamá, Costa Rica, Portugal, Filipinas e Venezuela.

Coube aos brasileiros Helio Castroneves – piloto da Fórmula Indy, tricampeão das 500 milhas de Indianápolis – e a modelo Isabeli Fontana o poder de decisão. Além deles, a Miss Universo 2003 Amelia Vega, a atriz americana Vivica Fox, a empresária Adrienne Maloof, a cantora e atriz filipina Lea Slonga, a apresentadora Connie Chung, Farouk Shami, fundador e presidente da Farouk Systems e o Secretário Geral da CONCACAF (Federação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe) Italo Zanzi a responsabilidade de escolher a campeã.

A cantora baiana Claudia Leitte apresentou sua nova música “Locomotion Batucada” e embalou o desfile com trajes de banho das 16 semifinalistas. As outras 83 garotas ainda participaram do show, dançando entre os convidados.

Os diversos eventos que as misses participaram nas últimas três semanas em que estiveram no Brasil também foram mostrados durante a transmissão.

Depois disso, uma nova eliminação definiu as 10 finalistas: Miss Austrália, Costa Rica, França, Ucrânia, Portugal, Panamá, Filipinas, Angola, China e Brasil. O anúncio da miss anfitriã por último deixou muitos convidados ansiosos sobre o avanço da representante brasileira. Elas foram apresentadas com um breve videoclipe de cada uma, que falava sobre seus hobbies e objetivos.

Outra cantora brasileira também foi responsável pela trilha sonora da noite. Bebel Gilberto cantou “Close Your Eyes” enquanto as dez mais belas do mundo desfilavam com seus trajes de gala ao ritmo da bossa nova. Logo após o show, foram anunciadas as cinco finalistas, em um momento que agitou a torcida presente no Credicard Hall. Ucrânia, Filipinas, China, Brasil e Angola foram escolhidas para passarem à última fase. Neste ponto, a angolana já havia cativado o público. Ela foi ovacionada e se emocionou com o carinho dos expectadores.

Uma sessão de perguntas e respostas e o desfile final foram as últimas chances para as concorrentes provarem aos jurados porque mereciam o título. Ximena Navarrete ocupou seu lugar no palco para a passagem da coroa, e levantou a torcida.

O resultado final foi revelado: a chinesa Luo Zillin ficou com o quinto lugar e a Miss Filipinas, Shamcey Supsup terminou em quarto. A brasileira Priscila Machado foi a terceira no concurso, enquanto o segundo lugar foi para a Miss Ucrânia, Olesia Stefanko. Pelo próximo ano, a angolana Leila Lopes irá ostentar o título de mulher mais bonita do universo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Viana é uma cidade e um município angolano da Província de Luanda, situado a 18 km da capital do país.

Tem 1 344 km² e cerca de 68 mil habitantes. É limitado a Norte pelo município do Cacuaco, a Este pelo município de Ícolo e Bengo, a Sul pelo município da Kissama e a Oeste pelo Oceano Atlântico e pelos municípios de Samba, Kilamba Kiaxi e Rangel.

O município foi fundado em 13 de Dezembro de 1963 e é constituído pelas comunas de Viana, Calumbo e Barra do Kuanza.

Devido à sua proximidade com a cidade de Luanda, Viana tem verificado nos últimos anos um crescimento muito acentuado da sua população residente e das indústrias instaladas. É também em Viana que se encontra o Estádio do Santos, recinto utilizado pela equipa de futebol Santos Futebol Clube.

Origem 

O Nome do Município de Viana, nasceu de um simples lugar ermo, onde foram assentes carris do caminho de ferro, ali, na confluência do rumo para Calumbo, Bom Jesus, e Catete, sentido de drenagem dos produtos que demandavam do Kwanza em direcção ao porto de embarque de Luanda.

Durante largos anos, apenas conhecido por “Quilómetro 21”, apeadeiro do caminho de ferro Luanda-Catete que, mais tarde, viria a adoptar o nome de um velho agulheiro chamado Viana que naquele mesmo lugar, acabou seus dias em modesta casa de madeira que, como estação, lhe serviu também de residência, entre cajueiros e matebeiros, sob o silêncio inclemente da terra escaldante.

Assim o lugar passou a chamar-se Viana, implicitamente, sem formalidades de qualquer ordem, mas apenas por desígnio dos caminhantes que, cruzando a região, de comboio ou de carro, acabaram por implantar legando à posteridade.

Muitíssimo mais tarde, o Diploma Legislativo n.º 2.049 de 1948, classificou este lugar de povoação comercial, integrando-a no Posto Administrativo de Alcântara, do Concelho de Luanda.

Por Portaria n.º 9.585 de 19 de Dezembro de 1956, assinada pelo então governador-geral HORÁCIO JOSÉ DE SÁ VIANA REBELO, o antigo apeadeiro de Viana, - já então com uma população flutuante oriunda de Calumbo, do Bom Jesus e de Catete e de Botomona, das margens do Kwanza e do Bengo, do Cacuaco e de Luanda – teve necessidade de se definir e passou então a sede do novo Posto Administrativo de Viana, integrado na área do antigo concelho de Luanda em dois departamentos – um, o do concelho de Luanda que passara a abranger a área essencialmente urbana da Cidade de Luanda, e o outro, o da Circunscrição Administrativa de S. Paulo, compreendendo as áreas dos Postos da Sede, Barra do Kwanza, Belas, Boavista, Cacuaco e Viana.

Mais tarde, por Diploma Legislativo n.º 3.042, de 11 de Maio de 1960, foi criada a Circunscrição Administrativa de Viana, adjacente ao foral de Luanda, que só começou, efectivamente, a funcionar em 28 de Outubro.

Com a criação do Posto Administrativo de Belas, por Portaria n.º 12.388 de 15 de Setembro de 1962, a circunscrição passou a ter uma área de cerca de 1.820 Km2, com os Postos Administrativos de Sede, Barra do Kwanza, Belas e Cacuaco.

Por Portaria n.º 13.735, de 27 de Março de 1965, a antiga Circunscrição de Viana ascendeu a Concelho e nele foi instituída uma Comissão Municipal com a composição estabelecida pelo artigo 511º da então Reforma Administrativa Ultramarina.

Por Portaria n.º 14.061, de 13 de Dezembro de 1965, que altera a decisão administrativa da Província o Posto Administrativo de Cacuaco foi desanexado do Concelho de Viana, passando a constituir um novo Conselho, com sede na Povoação do Cacuaco.

Finalmente, por Portaria n.º 14.062 de 13 de Dezembro de 1965, a Comissão Municipal de Viana e outras congéneres, foi elevada à categoria de Câmara Municipal, cuja área, nos termos do artigo 1º do Diploma Legislativo n.º 3590, de 11 de Dezembro de 1965, passou a coincidir com a área do concelho.

Aspecto económico e financeiro

A posição geográfica de Viana em relação à capital da Província e das extensas planuras dos seus terrenos, está a transformar-se numa autentica e possante Zona Industrial.

Várias industrias, já tem aqui as suas instalações fabris e muitos outros e preparam para lhes seguir o exemplo. Só isso, se mais não houvera,serviria para afirmarmos, sem receio de errar, que num futuro próximo, Viana será uma populosa urbe, perene de possibilidades e um grande factor na economia de Angola.

População

A população é jovem, cerca de 47% tem menos de 15 anos; Somente 1,5% da população tem 65 anos ou mais; Há mais mulheres do que homens; A proporção de crianças vulneráveis é de 31,2% dos quais 12,5% são órfãs ou separadas (Pai e Mãe); A principal razão da migração das populações é a guerra que representa 53,8% e apenas 15,4% manifestava a pretensão de regressar às áreas de origem.

Sistema familiar

É interessante notar-se que entre o homem e mulher de tribos ou grupo étnicos diferentes, contraem casamentos, percebem-se nos variados dialectos e de qualquer jeito utilizam as expressões de língua portuguesa.Uma família, possui geralmente acima de 4 filhos, o homem pode possuir mais de uma mulher,e tem outros filhos fora do casamento.

Migração

Já no século XVII Luanda se definiu como centro comercial de valor.

Partiam e chegavam ao seu movimentado porto embarcações de todos os tipos, do Reino e do Brasil, das mais parcelas do mundo português e até do estrangeiro.

Entroncava no sistema das célebres viagens triangulares – Lisboa, Baía, Luanda, e vice-versa. Sede dos «armadores» ou «aviantes», que distribuíam, as mercadorias pelos «aviados» estabelecidos no burgo ou itinerantes, isto é, que se dedicavam ao comércio pelo interior. Segundo a via terrestre ou fluvial, Cuanza acima, rumo ao Dondo, na margem direita daquele rio, os «aviados» exerceram função de relevância extraordinária, indo muito além da zona do económico, difundindo usos e costumes, a língua, pelo sertão. O Dondo era ponto de encontro dos mercadores nativos dos vastos planaltos de Malanje, Bié e Benguela.

As relações entre os grupos étnicos eram bastantes estreitos e a aculturação progredia a passos largos, denunciada na dança e na música que vieram até nós, nascidos do casamento salão-terreiro.

O processo migratório na área de Viana remonta antes de 1836 ano da abolição do tráfico de escravos, com maior incidência em Calumbo, que foi um centro muito desenvolvido, com porto fluvial e caminho de ferro.
 
Alimentação

O prato básico da população é o Funge e o Pirão.

A fuba de bombó e a farinha de milho, é o resultado da trituração da mandioca e do milho, que se agrega o peixe seco, o óleo de palma, o feijão e hortícolas, são os principais produtos que servem de base para a concepção da sua alimentação, que se juntam à carne e o peixe cacusso e bagre.

Nas áreas urbanas, agrega-se ainda o pão, o café, o chá, o leite, o arroz, as massas, as batatas, etc. A principal bebida é a kissangua, o maruvo, o caporroto, o macau, o quimbombo, de acordo aos aglomerados étnicos e o vinho que não é dispensado tal como a cerveja.
 
Tradição

Festas da Quianda, no rio Kwanza entre Calumbo a Barra do Kwanza, como divindade para aumentar a fartura do pescado. No passado, o sobado de Calumbo fazia as suas orações religiosas, em qualquer lugar, e no decorrer do tempo, pensou-se na feitura de uma Estátua que anualmente era vestida para simbolizar, que lhe atribuiram o nome de “Mbangala”, cujo objectivo das rezas é pedir as chuvas, que serviapara limpeza das lagoas, para terem comida com abundância, pesca, saúde, etc., etc.

Para que a população tome conhecimento dos trabalhos, anualmente nas datas 1, 2, 3 do mês de Novembro, faz-se um peditório para aquisição de produtos alimentares e bebidas espirituosas, para o tratamento das lagoas, que denominam a “Festa da Kianda”. 

Monumentos Históricos

Existe uma Igreja Católica, no Calumbo, cujo padroeiro S. José, que nos dias de hoje é denominado monumento de interesse público, que foi construído pelos Holandeses e posteriormente reabilitada pelo então governador da província Exmo. Senhor Conselheiro Adrião Acácio Silva Pinto e foi em 1830, por donativo do Tenente de Voluntários de Loanda e Chefe deste Distrito de nome José Inácio Pereira de Morais e alguns moradores, sendo o governador-geral de Angola – Coronel Horácio de Sá Viana Rebelo.

Existiu um Português mais conhecido por, Zé Inácio, que tinha um Trampolim de onde guardava os Escravos e depois eram transportados para América.

Existiu nos arredores da Comuna Sede, uma oficina de barcos, sendo o dono Senhor Santos Tavares e o motorista do mesmo Gaspar Domingos, chamava-se Tejo, que fazia o trajecto de Calumbo ao Dondo, com finalidade de transportar vários produtos, dentre eles Barris de Vinho, panelas de barro, Moringues, Sangas e outras que se destinavam para comercialização.

Caseta Cambemba - A Caseta Cambemba foi uma estação de caminho de ferro, cujo maquinista chamava-se Adão Cassule, que se faziam mudanças de tanques, que levavam água de Calumbo para Luanda e vice-versa, a manutenção do comboio era feita no local nos anos de 1958.

O comboio saía do Bungo para Calumbo, que transportava mercadorias diversas, nomeadamente, óleo de palma, dendém, luandos, batata doce, peixe comum e bagre, etc. Depois do comboio ter paralisado surgiu o autocarro que foi pertença do português Fernandes & Filhos, que transportava mercadorias e passageiros.
 
Kimbondo

Segundo a história, é o lugar onde os portugueses controlavam todos os contratados, que prestavam serviço na fazenda “Portugal” o nome do proprietário José de Melo, que compreendia as áreas de Carinda de baixo e de cima respectivamente.

Neste mesmo local, existe um MUIGI (vala) que chamavam o MUIGI do Melo, uma das valas históricas, em virtude de não permitir aterros para a passagem de carros, segundo o conto, que existe sereias no mesmo local, caso se faça o aterro é de pouco tempo, o rio inunda, para possibilitar o transporte de água na Lagoa denominada CAUIGIA, lagoa esta bastante falada no povo de Calumbo.

Um outro monumento histórico é o morro de José Inácio, onde existiu uma cadeia que ainda hoje, encontramos a letra “A”, cuja investigação está sendo feita para melhores informações.

A cadeia era utilizada para prenderem os nativos para serem desterrados. Marcas Históricas que nos retrata os massacres perpetrados pelos portugueses em 1961, que ficam situados na sede da Comuna e Kakila, respectivamente, cuja história, tomamos o conhecimento após a nossa independência em 1975, que esses locais eram utilizados como valas comuns, muitos cidadãos nossos foram mortos e atirados nas valas. O último homem que tivera aberto a vala na comuna sede, esse foi enterrado vivo, pelos portugueses, Chamando-lhe terrorista.

Cenário Actual, Comunidade e Perspectivas

Fundada no inicio do século passado pelo agulheiro dos caminhos-de-ferro – António Viana, a parcela de terra a pouco mais de 20 quilómetros da cidade de Luanda, vive uma expansão e efervescência dos acontecimentos de hoje.

Da vila de Viana – símbolo da prosperidade ao afunilado e adormecido município de Viana, que assiste nos últimos anos transformações radicais e desordenadas que mudaram a sua nomenclatura económica e social, do outrora importante pólo industrial de Angola, que se impôs pela eficiência com que produzia os seus bens e serviços a um sucateado e quase paralisado parque industrial, e isto com consequências directas na maioria das famílias, - porque de cidade geradora de empregos, Viana é hoje uma cidade com uma das maiores taxas de desemprego do país, a esta situação adicionamos o facto de Viana se ter tornado uma cidade dormitório e dominada pela economia informal.

De cidade projectada para quinhentos mil habitantes, Viana conta actualmente com mais de um milhão de pessoas, em sua maioria fruto do deslocamento de populações vindas do interior do país derivadas do conflito interno que Angola viveu. Outro factor que influenciou também no aumento do número da população em Viana foi a construção de novos conjuntos habitacionais na região chamada de Luanda Sul (área de expansão urbana de Luanda).

Mais que olhar estes dados, como meramente informativo, é interpreta-los de forma a se buscar novas alternativas para desenvolver o município. Viana, como a maioria das cidades angolanas vive uma crise social, como a carência de infraestruturas básicas, falta de uma rede de saneamento básico, talvez um dos mais importantes projectos para os próximos anos, a situação de saúde pública é delicada. Outro aspecto que tem aumentado a crise é a degradação do estado geral das estruturas de abastecimento de água e energia em todos os níveis da população.

Para resolvermos estas questões, precisamos de projectos concretos que ajudem a alavancar o desenvolvimento do município, que possui potencialidades em quase todas as esferas económicas, tem um potencial adormecido ao redor da sua sede, poderá ser nos próximos anos um importante entreposto de produtos agropecuários produzidos localmente na comuna do Calumbo e poderá incrementar a sua indústria turística nas comunas do Calumbo e da Barra do Kwanza, onde investimentos em algumas infraestruturas poderiam atrair muitos visitantes que com certeza se encantariam com a beleza dos manguezais e a formosa floresta flutuante sobre o Rio Kwanza.

O país vive um grande dilema por um lado sofre com uma alta e exigente demanda por investimentos em infraestruturas e serviços de utilidade publica e por outro lado sofre com restrições financeiras e escassez de recursos, mas e fundamentalmente aqui que esta o ponto-chave, a aplicação de recursos tem que ser compartilhada por todos, é importante a participação do sector privado, em áreas outrora dominadas pela intervenção estatal, com investimento que possibilitem o aumento na oferta de serviços básicos e que venham, sobretudo criar novos postos de trabalho e por consequência renda, consumo e poupança interna, - variáveis imprescindíveis para o desenvolvimento económico de Angola.

A modernização do sector público é um caminho irreversível. Logo teremos que definir um novo modelo de gestão pública, naturalmente aquele que coloca os governos mais próximos dos cidadãos e uma administração direccionada para actividades que beneficiem directamente a sociedade e que possa de facto tornar as nossas cidades mais desenvolvidas e com o maior número de infraestruturas económicas e sociais.

As parcerias são ferramentas modernas que permitem a redução de custos dos governos ou mesmo a geração dos escassos recursos que vem contribuir em favor da qualidade, produtividade e redução de custos da gestão pública. A implementação de parcerias entre governo, sector privado e a comunidade vai também em direcção da criação de um espaço público mais transparente, é um sinal de uma aproximação saudável que deve promover o desenvolvimento das comunidades, onde as responsabilidades devem ser repartidas ente os intervenientes, com o objectivo comum de melhorar a condição de vida de todos.

A actual situação que Angola vive é uma excelente oportunidade para se atentar para os problemas sociais que se agravaram com o evoluir da guerra e das crises económicas que o país viveu. Acomodar os interesses locais em torno do interesse nacional a fim de construir por um lado um município mais próspero e por outro lado uma Angola melhor, deverá ser um exercício contínuo, de modo a promover o desenvolvimento descentralizado e a distribuição justa da riqueza, importante instrumento de equilíbrio social para a consolidação da vida dos cidadãos. Mas na prática, isto só é possível quando cada um de nós se identifica com os problemas da comunidade, identificando-os, expondo-os e propondo soluções. Esta estratégia só faz sentido quando existem projectos de desenvolvimento comprometido com o bem-estar comum. 

Puto Portugues

Bibliografia de Puto Portugues 

Lino Serqueira Fialho (Puto Português), 23 anos de idade, angolano, residente em Luanda, Bairro Terra Nova.

Músico há 11 anos, começando a fazer o estilo kuduro no qual destacou-se com seu parceiro Nacobeta.



Em 2008 lançou o seu primeiro CD em grupo intitulado A DUPLA, um ano depois lançou o segundo intitulado KUDURO IS LIFE.

Decidindo seguir a sua carreira a solo e entrar para um outro estilo musical, neste caso o semba, em Dezembro de 2010 grava o seu primeiro álbum a solo intitulado GERAÇÃO DO SEMBA no qual trabalhou com vários músicos e produtores do mercado angolano

dicas de Makuta Nkondo

  Makuta Nkondo
 
Luanda - Na tradição kikongo, o processo de dar nomes aos filhos não é muito polémico. Os nomes kikongos não constituem famílias ou clãs.
Fonte: VOA
Na tradição kikongo, nem todos os filhos e netos levam o nome do pai. Aos filhos de um casal, os nomes são dados alternadamente: o pai dá o nome ao (à) primeiro(a) filho(a), a esposa ao (à) segundo(a), assim sucessivamente.
Ou melhor são os membros dos clãs paternos, maternos e dos avós paternos e maternos que dão nomes aos filhos, de uma maneira alternada.
Raramente os nomes externos aos referidos clãs do pai e da mãe do filho são aceites. Pois, segundo uma sabedoria kikongo, “otumbula o muntu, kesokolola ezina ko”, o que significa dizer que um filho tem sempre o comportamento do seu chará.
Um filho que leva o nome de um pessoa benfeitora, é também bom. Um filho chará de um malfeitor, ele o é igualmente.
Por isso, um nome não eh dado a toa, sem estudar bem as raízes (origens) e o comportamento do futuro chará e mesmo da ascendência deste.
Mas a parte materna ou a mulher só pode dar nome ao (à) filho (a) com a autorização ou concordância do marido, para que não abuse dando chará a um amante.
O nome só é dado depois de o filho nascer e cair o umbigo.
Os nomes como Nkanga, Mpanzu, Miala pertencem também a clãs ou linhagens.
Os nomes têm significado e alguns diferem de uma região à outra dos bakongo. Também há certos nomes para mulheres e outros para homens ou nomes femininos e outros masculinos. Exemplo Nkenge (menina bonita), Ngundu (menina feia),e Toko, menino bonito.
Muitas vezes, o nome identifica a origem regional de um mukongo.
Há nomes naturais como os dos gémeos (Zi Nsimba), o primeiro a nascer chama-se Nsimba, o segundo Nzuzi. O filho que nasce depois dos gémeos chama-se Nlandu (do verbo Landa que significa Seguir) e o que vem depois do Nlandu chama-se Lukombo.
O último filho de um casal chama-se Nsuka (caçule).
Outros nomes são circunstanciais como os que são dados aos bebes que nascem de partos difíceis ou de mães cujos filhos morrem sempre; como Disila, Lusila (chega, que termine aqui), Matondo (agradecimentos), Nkiambi, Mbiyavanga (que mal fiz), Nsituazola (Queremos a terra).
Um bebe que nasce vivo de um parto que mata a mãe chama-se Masala (lê-se Massala). Aquele que nasce de uma longa gravidez (de mais de nove meses) chama-se Nzingila (lê-se Nzinguila, do verbo zingila que significa durar) e o que nasce prematuramente chama-se Nsuluka.
Um bebe que nasce adiantando a mão chamar-se-á Lombo ou Lomba (Pedinte, do verbo Lomba, pedir); ao bebe que nasce adiantando os pés dá-se o nome de Nsunda.
Um bebe que nasce com pernas e braços defeituosos chama-se Nsiala, e aquele com cabeça defeituosa é Simbi (Sereia).
Depois de dar o nome, os pais vão apresentar o bebe ao chará dele em casa deste levando um galo e bebida. O chara do filho prepara-se e em reciprocidade vai agradecer o gesto ou pela consideração à sua pessoa vestindo a mãe e o bebe (um pano para a mãe e roupa para o bebe). O pano da mãe é para levar o bebe nas costas.